ROCK OF AGES - 2012

11:55

São tantos os filmes incríveis que eu não teria assistido se não fossem pessoas que eu amo ou respeito [ou os dois ao mesmo tempo] a indica-los.

Não vou lembrar se fui assistir Rock Of Ages no cinema - acho que vi na televisão mesmo - mas se um dia passei duas horas conferindo o filme de Adam Shankman foi graças a Alexandre Landucci. Esse moço tinha um blog sobre cinema e também aparecia toda sexta-feira no programa Mulheres para falar das estreias da semana.
Por causa dele assisti também "O Homem Do Futuro" e "Os Muppets", filmes que eu não tinha a menor vontade de ver, nem que me pagassem, mas o Alê falou tão bem que pensei: por que não?
- aliás, a Alinne Moraes canta de verdade em "O Homem Do Futuro"

Quem, em sã consciência, daria créditos a um filme onde Tom Cruise [que nem aparece tanto] canta e vive um astro do rock'n'roll que parece metido a besta, mas nem é na real? E olha que isso me deixou com a pulga atrás da orelha porque veja bem, como que esse diretor conseguiu tantos trazer nomes de peso? Tem Catherine Zeta-Jones, Alec Baldwin, Bryan Cranston num filme com orçamento de só US$ 75 milhões. Fica aí o questionamento...

Pena que Rock Of Ages foi um fracasso. O filme é cheio de referencias a cultura rock dos anos 80 que mais viraram uma piada do que um motivo para o jargão "sou fã, quero service", e super acertou na ideia de rir em torno de si mesmo. Será que o prejuízo veio porque a história de amor que dá a liga é meio bobinha? - falo bobinha para ser educada e mostrar respeito com todos os envolvidos.

Vejo o filme e penso o quão legal - e perigoso - não deve ter sido crescer nos anos 80. Uma vez a Julia Petit falou sobre quando marcava de encontrar a galera nos rolês da época, e que se o lugar tava chato ou fechado, ou se o pessoal decidia ir para outro lugar, ela e os amigos deixavam um papel  na parede dizendo para os amigos que ainda não tinha chegando onde eles iriam estar.
Papel na parede, o zapzap dos anos 80.


amodafala@gmail.com

PAINEL DE VISUALIZAÇÃO

16:57

Planejei ontem montar um novo painel de visualização para usar como wallpaper no notebook.
Não gosto de fazer isso no papel - ficar gerando lixo para que se posso fazer tudo bonitinho no computador, deixar cada coisa do tamanho certo e excluir quando minha mente se acostumar e precisar de um novo estimulo.
E assim me planejei. Só que ontem também consegui escrever, de uma só vez, um novo texto para o blog, coisa que eu nunca faço porque salvo tudo inacabado no rascunho e volto para revisar e publicar um mês depois. E isso me deixou muito animada.
Mas acabou que tanta animação não me deixou dormir. Demorei pra pegar no sono e acordei 3 da manhã aflita porque tinha muita coisa legal pra fazer, que obviamente não fiz porque estava com muito sono. 
Deixei para fazer o painel numa outra ocasião? Claro que não. Que desculpa melhor para procrastinar do que "estou com sono para trabalhar, então deixa eu abrir o Inkscape aqui e brincar de montar imagens"?

Quando li O Segredo em 2009, fiz muito esse tipo de coisa seguindo as orientações da autora. E não que eu tenha deixado de acreditar, apenas deixei esse hábito de lado com o passar dos anos. Até fevereiro desse ano.
Acontece que tem gente por aí ensinando como a física quântica e a lei da atração trabalham juntas. Talvez essa história seja nova, talvez as pessoas não queiram saber porque acham que somos loucos de acreditar que podemos conseguir algo com a força do pensamento [não que eu esteja tentando te levar para o lado quântico da força, mas se você curte o assunto então dá uma olhada no trabalho do Dr. Joe Dispenza]. Mas o fato é que eu acredito.

Tenho planos e metas não no esquema "onde quero estar daqui cinco anos", mas em forma de convicções. Coloquei no meu painel, bem no centro, uma das colunas de Bruno Astuto para me lembrar sempre que minha maior meta [junto com outra que não vou contar] é ganhar a vida escrevendo textos como esse para veículos legais e ser paga para isso.
Também tem muita plantinha, luz amarela - a branca faz meu olho doer - e muita imagem de gente trabalhando na arte da escrita. Porque incentiva. 

Tem imagens de cantos da casa que vai ser nossa e de instantes e aventuras que quero viver. Tem espaço para uma foto que ainda não foi tirada.
Esta tudo lá. Esperando para acontecer no tempo que tem que acontecer.


amodafala@gmail.com

COMECEI UM DIÁRIO

19:50

Mas não no sentido literal da palavra. É que esses dias comecei a acompanhar Austin Kleon no Twitter - se você não conhece, esse é o cara que escreveu "Roube Como Um Artista". E ele publica páginas do que suponho ser o diário de criação ou de prática de exercícios dele, mas não o conheço tão bem para fazer tal afirmação.
Por isso fiquei inspirada a fazer um também, que nem nos tempos da faculdade quando o professor de estudo de criação pediu para fazer um como dever de casa - mas já nem sei mais se essa foi uma boa ideia. Logo eu, que começo um monte de coisas e não termino nenhuma.

Cadê minha produção de conteúdo sobre o turismo no Brasil em inglês? Abandonei porque, segundo eu, o Instagram não entregava e não compensa ter tanto trabalho se o post não tinha nenhum alcance.
Cadê conteúdo sobre história do cinema e analise de filmes antigos? Abandonei porque é o que todo mundo está fazendo já que não tem filme novo estreando para eles comentarem.
Cadê os posts do blog que eu estava traduzindo para o inglês? Parei também.

Tenho muito disso de ficar empolgada e abandonar um projeto.
Abri vários Moleskines, cada um com uma função que deixou de existir, e agora eles ficam relegados no canto até ter outro motivo para saírem de lá. O caso mais recente foi o rosa da Barbie, com folhas sem pauta, que eu usava para copiar layouts interessantes que depois iria usar no Instagram - semana passada tirei ele da estante para usá-lo como meu "diário do futuro".

Para esse diário do titulo do post, peguei o livro Novelas Inacabadas de Jane Austen, porque ele é lindo, tem capa dura e folhas super macias - é como escrever no algodão. E como ele é costurado, posso tirar algumas folhas quando o volume começar a crescer.

Digamos que esse projeto dê certo e eu consiga manter uma rotina de criação. Quando não houver mais espaço, provavelmente ele vai acabar na coleta seletiva [ou talvez eu o "perca" em algum canto da cidade?] junto com os tantos outros que fiz nos meus tempos de universitária.

Desapego fácil mesmo. Porque dessa vida a gente não vai levar nada além das lembranças. Se levarmos isso...


amodafala@gmail.com

MADE IN HEAVEN - 1987

16:09

Quando Made In Heaven começa, o filme é apenas o retrato de um homem comum, com sua vida cotidiana sem a perspectiva de um emprego próximo. Tudo é sépia, sem cores, porque, como eu disse, é apenas aquilo.
Até que Mike morre, e a vida [e o filme] ganha cores.
E a vida ganha vida. Porque no Céu, veja bem, você pode tudo. A tia de Mike, a quem somos apresentados logo na chegada do protagonista ao Céu, desenvolveu depois de falecida o talento para pintura, por exemplo. É só você pensar no que quer, que tá na mão. Não a toa as pessoas lá são tão felizes...

Após sua chegada Mike conhece Annie, uma alma que nunca nasceu, e antes mesmo da moça abrir a boca ele já se encontra perdidamente apaixonado [homens...] - felizmente o sentimento foi reciproco e tudo acabou em casamento. Só que Annie nasce, e Mike, desesperado para ir atrás dela, faz um acordo com o cara que gerencia o Céu.
"Beleza, você pode nascer de novo. Só que se você não a encontrar até seu aniversário de 30 anos, você não a encontrará mais, e OS DOIS serão infelizes pro resto da vida. Ah, e ainda tem o perigo de você não conseguir voltar para o Céu". O negócio que Mike aceitou foi arriscado, mas eu também aceitaria.

O massa de Made In Heaven é que as almas, quando reencarnam, fazem na Terra quase o mesmo que faziam no Céu. Seja na música [a reencarnação de Mike compõe uma música que Annie costumava tocar]; ou nas artes visuais, como quando encontramos um dos quadros da tia de Mike a venda numa galeria; ou no campo que for.

Você, acostumado ao cinema 4K, talvez ache a qualidade da imagem desanimadora. Mas Made In Heaven é um filme arte. E baixo orçamento num filme assim é pré-requisito.


Anne Rios
amodafala@gmail.com

SIMPLESMENTE IRRESISTÍVEL - 1999

10:55

Em meus tempos de adolescente TV a cabo foi uma coisa que nunca faltou, por mais apertada que a situação financeira fosse [confesso que tenho minha parte de culpa nisso, mas enfim...], e eu sempre gravava, em nosso VHS, meus filmes preferidos, pausando a gravação nos comerciais para o filme ficar "igual ao da locadora". E Simplesmente Irresistível, que passava na FOX, era um deles.

Na trama, um empresário - muito lindo - que se caga de medo de se apaixonar, passa o filme inteiro tentando usar a ciência para fundamentar suas paranoias sobre o "desgaste do amor" e sobre como a maldição do 4º encontro destrói seus relacionamentos, sempre o obrigando a por um fim no namoro - mas que Deus o livre da mulher terminar com ele, que é "tão legal e fofo e incrível". 

Durante um passeio a feira livre [onde se vende comida] esse cara conhece uma chef com zero talento na cozinha, dona do restaurante mais fofo de Manhattan - porém não sei se eu comeria lá... ela cozinha sem touca no cabelo. Acho arriscado, sabe-se lá que outras normas de higiene ela não segue.

Completamente apaixonada após 5 minutos de conversa, e surpresa quando esse moço diz que vai almoçar em seu restaurante - alheio ao fato de que apenas três pessoas comem lá todos os dias - a chef sem talento vai para a cozinha preparar um prato que inventou para impressionar o dono de sua afeição, e começa a cozinhar bem, DO NADA.
Não ficou claro para mim se foram os brincos de sua finada mãe que ela achou no armário, o caranguejo novo que ela comprou, ou se foi o amor que tocou seu coração, mas essa moça em questão passa a preparar pratos no minimo interessantes.

Fico meio chocada ao pensar que eu levava as teorias malucas desse filme para escola, dizendo para quem quisesse ouvir sobre o "declínio do amor", e como homens pensam em sexo a cada 4 minutos quando estão acordados. E essa nem era a pior parte porque veja bem, as outras crianças acreditavam em mim!


Anne Rios
amodafala@gmail.com